ESCOLA AGRÁRIA DE CALEQUISSE

Cacheu | Guiné Bissau

ESTUDO PRÉVIO E CONSULTORIA TÉCNICA

No âmbito da Plataforma Agrícola Integrada de Calequisse, pretende-se implantar uma Escola Agrária no norte do país, junto ao edifício da Fundação “Mon na Lama”.


É criada uma praça entre o edifício da Fundação e a Es- cola Agrária, para receber adequadamente quem visita os equipamentos. O acesso pedonal a cada um dos edifícios encontra-se voltado para a praça. Entendeu-se que o alinhamento entre acessos constituiria um eixo urbanístico fundamental para a criação de um elo de ligação entre os dois equipamentos. A praça possui uma estrutura arbórea que permite o ensombramento dos passeios e do parque de estacionamento.


Em sintonia com a Fundação “Mon na Lama”, a escola desenvolve-se num só piso e possui uma forma rectangular alinhada com o edifício que a precede. Aqui localiza-se a entrada principal, voltada para a instituição que gere a Plataforma Agrícola Integrada e à qual a escola deve a sua existência, a administração da escola, a sala polivalente e as salas de ensino específico (informática e laboratório).
O rectângulo desintegra-se em três alas, à medida que se afasta do equipamento gestor do empreendimento. As três alas mencionadas destinam-se a dormitórios, convívio social (conferências e refeições) e salas de aula.


O equipamento foi estudado com vista a albergar cerca de 200 alunos, dos quais cerca de 50 poderão instalar-se na escola em regime de internato. O projecto permite aumentar a capacidade de albergue através do acréscimo eventual de espaços de alojamento.


A área de convívio social, para além da sala polivalente adjacente à entrada do estabelecimento de ensino, é com- posta por um refeitório e por duas salas de conferências. Cada uma das salas de conferências pode reunir até cerca de 80 alunos, uma das quais em sistema de anfiteatro. No entanto, caso se pretenda, poderá unificar-se numa só sala de conferências com capacidade até cerca de 200 alunos.


Actualmente o projecto contempla quatro salas de aula. No entanto, caso seja necessário, a configuração destes espaços permite a sua adaptação a futuras ampliações.


A dinâmica funcional de uso dos espaços é fruto de uma 18 distribuição espacial objectiva dos diversos serviços. A distribuição dos espaços de forma temática permite a rápida leitura e localização dos diversos sectores por parte do aluno.


Foi elaborado um estudo de luz/sombra e de cores. No estudo de luz/sombra analisou-se a colocação de elementos horizontais e verticais que minimizassem a incidência solar directa, minimizando os gastos energéticos com sistemas de arrefecimento. Esse estudo exaustivo ditou o desenho final das fachadas, compostas pelas palas e pelo tijolo vazado que criam efeitos de sombreamento e que propiciam a melhoria das condições internas do edifício. Também a utilização de vãos de pequena dimensão ajudou a controlar a entrada de luz e calor, criando jogos dinâmicos de luz e sombra.


Relativamente ao estudo das cores, definiu-se a colorimetria com base no edifício adjacente e na estrutura verde envolvente da escola. Os panos de fachada de cor branco criam uma analogia a uma folha de papel branca, à qual o aluno vai acrescentando desenhos sob a forma de estratos arbóreos, arbustivos ou herbáceos. O embasamento de be- tão remete o utente do espaço para os princípios estruturais do saber, associados aos estabelecimentos de ensino.

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