UB5 VILAMOURA

Loulé | Portugal

PROJETO DE CONCURSO

Cinco intenções ditam o projeto: a flutuação do edifício - a base é sobrelevada mais de 50 cm acima do nível médio do sistema dunar e é assente em estacaria, minimizando o impacto da construção no solo arenoso de carácter sensível e permitindo também que a construção não se torne num obstáculo à movimentação constante das areias; a construção ligeira - a madeira impera no edifício, na estrutura, paredes, pavimento e cobertura, sendo uma matéria-prima biodegradável e reciclável; a proteção dunar - o edifício possui um guarda-corpos em madeira que recebe os utentes do passadiço, não permitindo o atravessamento das dunas desde a esplanada até à praia ou ao Passeio das Dunas; a permeabilidade da construção - o afastamento do edifício ao passadiço e a torção da esplanada descoberta relativamente ao volume principal permitem a existência de espaços vazios, que pretendem promover o alastra- mento e consolidação do povoamento vegetal, tendo como objetivo a estabilidade do solo; a reprodução do ritmo das “paliçadas” - afirmando-se como um prolongamento dos regeneradores dunares, na promoção da estabilização do sistema dunar, o edifício reproduz nas fachadas e guarda-corpos o ripado vertical.


O passadiço existente permite a amplitude visual, não existindo praticamente limites físicos entre o Passeio das Dunas e a praia.


Em contraposição, o Apoio de praia assume-se como um edifício de um piso aparentemente fechado mas com limites ténues entre interior e exterior. Na cobertura e paredes, a opacidade e a transparência vão convivendo entre os compartimentos e circulações.

 

O revestimento das paredes exteriores opacas com o ripado de madeira permite que haja uma câmara de ventilação entre este revestimento e o painel opaco da parede, funcionando como uma fachada ventilada que torna o ambiente interior mais ameno. Da mesma forma, o revestimento de ripado permite a abertura de vãos sem que sejam totalmente percetíveis possibilitando a ventilação e iluminação natural dos compartimentos fechados.


As circulações pública e privada encontram-se cobertas por uma pérgula que permite a entrada da iluminação natural e diferentes efeitos nas paredes interiores e piso ao longo do dia. A inflexão da ripa horizontal para vertical dilui o limite entre parede e teto ao mesmo tempo que a fachada transparente permite a perceção sobre o ambiente envolvente. A estrutura de suporte da pérgula não é percetível na ótica do utilizador do espaço, de forma a permitir a continuidade atrás mencionada entre parede e teto.


O conjunto possui três volumes opacos conectados por uma pérgula. A opacidade aparentemente imutável transforma-se quando o estabelecimento se encontra aberto ao público. Os painéis opacos da sala de refeições são abertos em sistema de fole vertical, ficando recolhidos no teto durante o tempo de abertura. Por essa razão, a pérgula encontra-se alinhada com o topo dos painéis recolhidos e não com o teto dos compartimentos, com pé direito de 3 metros. Permite aos utilizadores da sala de refeições interior a fruição total da paisagem envolvente. Da mesma forma, os vãos envidraçados são abertos em sistema de fole horizontal, ficando recolhidos nas laterais. A sala de refeições é assim ampliada não existindo um limite físico entre o interior e o exterior.

Angola

Work 3 Engenharia & Consultoria

Rua do Cafáco nº1, 1º andar, Sala E,

Luanda

 

+244 946 691 777 | +244 928 050 112

Moçambique

HMI Engenharia & Consultoria Lda


Av. Vlademir Lenine no 174, 1º andar, 3032 Maputo

 

+258 844 768 135 | +258 849 069 744

Portugal

Work3 Engenharia & Consultoria Lda


Rua da Belavista no 167, 4950-283

Monção

 

+351 258 094 655

geral @ work3.com

®Work3 Architecture, Engineering and Consulting

Arrábida Lake Towers

Edifício D, 2º andar, 4400-617

Vila Nova de Gaia

+351 221 202 322